Coluna Marcelo Torca

 
Música e Política.
 
            É imprescindível observar as propostas dos candidatos em relação a Cultura e especificamente a música, falando de músico para músico, só conseguiremos evoluir caso haja projetos consistentes e de valorização cultural de nossa música como um todo, sem preconceitos e baseado na aquisição de técnica. Este é o momento de mudança, as eleições estão se aproximando e não podemos perder tempo, é preciso precionar.
            Na história da música há vários momentos de envolvimento de músicos com a política, ou com uma situação política, e este não é diferente, se o músico possui consciência e pretende fazer algo sério e de qualidade, é vital observar a postura de candidtos políticos e os seus projetos. Se no Brasil o instrumento musical mais vendido é o violão, poderemos ter os maiores violonistas do mundo, só depende de projetos sérios e com sentido de formar adequadamente, pense nisso!
 
Musical de Natal.
 
O primeiro musical de Marcelo Torca, contendo oito movimentos, onde passa uma mensagem natalina de fé e esperança, critica a condução social, mas também mostra alternativas viáveis.
O primeiro movimento é a abertura na forma instrumental, alegre e com espírito natalino.
O segundo movimento é o anúncio da paz, o Menino Jesus está para nascer, a harmonia está presente, um movimento alegre e harmonioso.
O terceiro movimento fala sobre o resultado de uma condução errada na educação de crianças e adolescentes, é um movimento triste e doloroso.
O quarto movimento é o anúncio do nascimento do Menino Jesus, é bem alegre e um movimento curto.
O quinto movimento fala do motivo do Salvador vir, trazendo mensagem de paz e harmonia, eleva o espírito.
O sexto movimento faz o anúncio do novo ano, onde esperanças são renovadas, é alegre.
O sétimo movimento lembra que temos uma caminhada, uma nova jornada, uma música para refletir.
O oitavo movimento é a despedida do musical, onde há uma mensagem provocativa, lembrando o verdadeiro significado de nossas vidas.
 
Música, Piano, Guitarra, Bandolim e Grupo Instrumental.
 
            A música e sua história misturam-se com a história humana, são séculos de evolução e aprendizagem musical tanto na parte musical, como na parte de construção de instrumentos musicais. As cameratas, bandas, fanfarras são comuns nesta caminhada humana, o quarteto de cordas com dois violinos, viola e violoncelo ficou famoso pela combinação sonora e seu devido equilíbrio, há outras combinações, mas nem sempre o equilíbrio é atingido de forma fácil e com qualquer combinação.
            Hoje há outros recursos para melhorar o desempenho dos instrumentos musicais, interferindo diretamento no equilíbrio sonoro, são os pedais, caixa de som, mesa de som, e outros, trabalham o som dando mais potência ou deixando-o mais visível. Portanto, uma combinação com piano, guitarra elétrica, bandolim e grupo instrumental torna-se viável e com mais recursos, podendo utilizar apenas um instrumento musical de cada tipo, pois os recursos eletrônicos suprem as necessidades.
            É importante escrever música, deixando-a registrada numa partitura(local num papel onde há conjuntos de cinco linhas), valorizando a música e permitindo as gerações futuras aprenderem a técnica desenvolvida, também faz com que haja uma procura por estas músicas, pois há a necessidade de fazer arranjos específicos devido ao equilíbrio sonoro.
            O bandolim e a guitarra elétrica se complementam, é quase uma continuação, também o duo entre esses dois instrumentos ocorrem de forma bem harmônica, o piano funciona bem como acompanhamento com estes dois instrumentos, ao fazer um solo, o bandolim precisa tocar suave, já a guitarra pode-se utilizar os graves, assim o equilíbrio existe e cada instrumento pode mostrar o seu potencial sem ser atrapalhado pelo outro.
            O bumbo da bateria com o baixo elétrico formam uma sintonia muito boa, o grave do piano também ajuda a forma uma linha de baixo agradável. A flauta-doce com o teclado utilizando som do naipe das madeiras(flauta, sax, clarineta, oboé), formam duos interessantes, mas a flauta com o bandolim soa como se tivesse uma acentuação, um recurso agradável, na velocidade este dois instrumentos acabam combinando mais.
            Cada instrumento possui a sua característica e isso deve ser utilizado em favor da música, as diferenças entre os instrumentos musicais aplicadas no conjunto fazem a riqueza musical, é onde a criatividade aparece e a música tem razão de ser o que é. Ouça música!